A chuva está caindo, trovões em pleno dia me deixam confuso. O céu ainda está claro, num tom de cinza com dourado, e lá adiante está um pouco azul, acho que no sul. Sinto o vento entrar pela janela, tocar minha pele, talvez consiga balançar meu cabelo molhado. Ouço as folhas balançarem, o som do mensageiro dos ventos em sintonia. Já vejo que a chuva deixou de cair, mas a relva ainda está molhada, as nuvens estão escuras e densas e ainda ouço trovões. Ao longe, ouço uma criança rir, não tão longe. Acendo um cigarro e dou um trago, e quando vejo, ainda não acendi. Apenas pensei. O vento já se tornou uma leve brisa, ao invés de trovões e ouço motores, não por muito tempo. Olho melhor para onde o céu estava azul, acho que é no sul, não sei, assim como não está mais com tom de dourado, somente o cinza, o azul que eu vejo agora é de fato a fumaça do cigarro. Um gato ronrona em meus pés, uma mariposa pousa na tela do computador, estranho uma mariposa voar de dia. Agora trovões, novamente, sem chuva, com vento e folhas, cheiro de terra molhada e um perfume que eu não sei de onde vem.

Nenhum comentário:
Postar um comentário